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House of Cards - 4.ª Temporada

por Marcos Gomes, em 16.03.16

 

 

Categoria: Televisão
House of Cards – 4.ª Temporada (2016)
Distribuidora: Netflix – Canal TV Séries Portugal
Classificação do NC: 8,5/10

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“House of Cards” é uma série de televisão que sabe exatamente o que é: um drama político sobre uma luta galopante pelo poder, a presidência dos Estados Unidos da América. Não tenta ser mais do que isso, não constrói floreados nem fillers como outras séries o fazem.
Após uma semana de incessante permanência em frente ao ecrã para devorar os 13 episódios da temporada, senti que entrei num estado de apneia, do qual saí apenas no fim do último episódio, levando ao estado em que me encontro agora: a ressaca. Esta série prende-nos ao ecrã, e leva-nos a querer continuar os episódios, nem que seja por 5 minutos de cada vez, nem que seja na pausa entre aulas; só queremos chegar ao fim para podermos respirar livremente.
Ao longo das temporadas anteriores, seguimos as pisadas do casal Underwood (Frank and Claire) na sua luta pelo poder, acompanhando a sua relação conjugal, relação essa que tem tanto de asséptica como de lírica, dando-nos uma perspectiva à lá Simone de Beauvoir sobre o companheirismo entre pessoas ambiciosas e com a sua própria “agenda”.
A 4.ª temporada começa com o desenvolvimento e conclusão de um conflito iniciado na terceira, e após este momento, entramos uma espiral de plot twists plausíveis e convulsivantes, colocando-nos no papel de voyeuristas e confidentes do casal Underwood (e não falo a nível sexual!). Esse voyeurismo culmina com a nossa própria sensação de conivência e culpa para com toda a ação decorrente, chegando mesmo a causar mau estar moral e um sentimento de vitória. O motivo do sucesso desta série é precisamente esse: pegar na ambição que existe em cada um de nós e corporizar a mesma em Frank e Claire. A nossa sede de sucesso é atenuada com o sucesso dos Underwood, que vitória após vitória nos embrenham cada vez mais na sua trama.
Do ponto de vista técnico, esta é, sem dúvida, das produções mais criteriosamente detalhadas e precisas: figurinos clean-cut, sets minuciosos em que nada lá está por acaso, iluminação e esquema de cores que nos proporcionam a intensidade de dramatismo correta e, por fim, uma realização soberba e limpa à lá David Fincher e alguns clássicos de Hitchcok.
Para quem já segue a série e ainda não viu a 4.ª temporada, aviso que estão a perder o desfecho que queriam para a 3.ª.
Para quem nunca viu a série e quer algo realmente viciante e magistralmente executado, esta é a série que procuram.

Marcos Gomes

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