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Papel Farmacêutico #6

por Luís Fernandes, em 23.11.15

Papel do Farmacêutico no controlo dos psicotrópicos em Portugal

 

Antes de abordar o tema dos psicotrópicos em Portugal de forma mais pessoal, importa contextualizar-te para o tema. Estes medicamentos segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) “são os que agem no Sistema Nervoso Central, produzindo alterações de comportamento, humor e cognição, possuindo grande propriedade reforçadora sendo, portanto, passíveis de auto-administração". Em outras palavras, estes medicamentos levam à dependência.


Depois de perceberes o conceito de medicamento psicotrópico, creio que já percebeste que tanto a prescrição (por parte dos Médicos) assim como a dispensa (por parte dos Farmacêuticos) não pode ser feita de ânimo leve e deve seguir um conjunto de normas rigorosas que têm como objetivo final, a utilização destas substâncias ativas de forma segura.
O Farmacêutico como especialista no medicamento tem como dever deontológico aconselhar e prevenir possíveis erros de prescrição no âmbito dos psicotrópicos, assim como em situações de auto-medicação por parte do utente, ser pró-ativo na tentativa de o demover a usar estes mesmos medicamentos de forma autónoma e descontrolada.


No circuito dos medicamentos em geral e nos psicotrópicos com um cuidado especial, o Farmacêutico é o responsável pela Análise Farmacoterapêutica da prescrição (doses, frequência de administração, interações farmacoterapêuticas e vias de administração) outro contributo importante que o Farmacêutico dá, é o facto de contribuir para a deteção e notificação de quaisquer reações adversas que possam surgir da utilização destes fármacos, assim como de todos os outros é claro. Por esta razão considero de extrema importância a incorporação do Farmacêutico na visita médica a nível hospitalar (já acontece em alguns hospitais), uma vez que só assim é possível dotar o profissional de um conhecimento mais alargado acerca do doente, peça fundamental aquando a validação da prescrição médica.


É do conhecimento geral que a utilização irresponsável deste tipo de fármacos é prática comum no nosso país e na atual conjuntura económica esse mesmo uso tem vindo a aumentar constantemente, por esta razão considero que há muito a fazer nesta área, embora tenhamos assistido a inúmeros esforços por parte da “nossa” classe, nomeadamente as diversas campanhas de sensibilização para o uso responsável do medicamento que têm sido divulgadas pelos meios de comunicação.


Em suma, e agora em tom de desabafo para a meia dúzia de indivíduos que poderão ter perdido alguns minutos a ler esta crónica, afirmo com toda a convicção que à medida que aprofundo o conhecimento sobre Profissão Farmacêutica, mais envolvido fico. E considero que o futuro, para nós estudantes de Ciências Farmacêuticas em Portugal poderá ser muito difícil mas também muito promissor, porque se cumprirmos o nosso papel com gosto, acreditem que podemos marcar a diferença pela positiva na área da saúde.

 

“Pelo uso responsável do medicamento”

 

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