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Magazine Cultural #3

por Diana Reis da Cunha, em 04.09.15

Categoria: Literatura

A Ilha de Victoria Hislop

Editora: Civilização

Classificação do NC: 8/10

 

Durante toda a sua adolescência, Alexis questionou-se sobre a família da sua mãe, sem nunca ter obtido respostas. Quando decide viajar para a Grécia em busca das suas origens, ficou surpreendida com a atitude da mãe, que lhe aconselhou a visitar a aldeia de Pláka, em Creta, e a procurar Fontini, uma velha amiga que lhe contaria toda a história dos seus antepassados. 

Antes deste encontro a jovem visitou a ilha de Spinalónga, atualmente deserta mas que outrora fora uma colónia de leprosos. O que ela nunca poderia imaginar é que a história que lhe seria narrada em seguida estava tão interligada com aquela ilha.

Recomendo este livro por se tratar de uma obra invulgar, forte, que aborda profundamente uma doença ainda muito presente no século XXI, quebra estigmas sociais que ainda possam existir e retrata personagens verdadeiramente inspiradoras e apaixonantes.

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Magazine Cultural #1

por NCAEFFUP, em 21.05.15

Categoria: Música

Diabo na Cruz – Diabo na Cruz (2014)

Classificação do NC: 8/10

 

Editado no final de 2014, “Diabo na Cruz” é o álbum sucessor dos largamente aplaudidos “Virou!” e “Roque Popular”. O registo homónimo dos Diabo na Cruz é composto por 11 músicas e representa o culminar de 2 anos de trabalho.

É inegável que os Diabo na Cruz encontram grande parte da sua inspiração na música de intervenção portuguesa e, se o álbum de estreia os afirmou como prodígio, com “Roque Popular” rodearam-se de todas as atenções e vincaram a mescla onde a canção contemporânea descobre naturalmente o poder popular, adornando-se com a expressão do rock.

Neste disco, constituído unicamente por cantigas portuguesas, destacam-se os temas “Duzentas Mil Horas”, “Ganhar O Dia” e “Vida De Estrada” que velozmente se tornaram em recentes êxitos da banda. Seria desmerecido não referir “Ó Luar” e “Armário da Glória” que são, na minha opinião, as duas faixas mais surpreendentes e encantadoras de todo o álbum. Focando o conteúdo lírico, é uma obra coesa e elucidativa da realidade de uma geração, como é hábito do grupo.

O coletivo de Jorge Cruz prossegue, desta forma, o seu percurso excecional, assumindo a magnitude crescente no atual panorama musical português e reinventando a sua sonoridade, num timbre mais intimista e mais maturo do que nunca.

No presente ano, o Diabo promete andar à solta e animar festivais, festas tradicionais e romarias pelo país e está garantida a sua presença em Alcoutim, Anadia, Porto Alto, Mêda, Vieirinhos, Amora, Bidoeira de Cima, Espinho, Viseu, entre outros.

 

Samuel Oliveira

 

 

Categoria: Literatura

"Nós" de Evgueni Zamiatine

Editora: Antígona

Classificação do NC: 7/10

 

 

Uma civilização, num futuro não muito distante, com 10.000.000 de habitantes, em que todos observam todos, em que as casa são feitas de vidro (bem como os próprios utensílios domésticos) e os indivíduos são apelidados na forma de uma letra e três números (exemplo: O-093) é o plot inicial de "Nós". Este livro é considerado por muitos o precursor das grande obras distópicas do séc. XX, sendo mesmo considerado como o livro que inspirou Aldoux Huxley e George Orwell a escreverem “O Admirável Novo Mundo” e “1984” respectivamente.
Numa sociedade em que se fomenta a igualdade e a “standarderização” ninguém guarda segredos de ninguém, até porque ninguém pode guardar segredos de ninguém. Esta civilização está prestes a entrar na sua era espacial espancionista, no entanto não são os únicos que habitam o planeta. Estes 10.000.000 milhões de pessoas vivem dentro do “Muro Verde”, que os separa dos selvagens, indivíduos que são facilmente comparáveis a nós próprios enquanto sociedade, com crenças, medos e incertezas, desejos, segredos, enfim, tudo o que envolve a individualidade.
Na forma de diário, D-503, conta-nos o seu dia-a-dia, relatando fielmente o que aconteceu, desde a mais trivial até àquilo que ele considera a sua doença: ter sentimentos perante alguma coisa. Esta última parte é acompanhada de um romance anti-anti-anti-cliché, até porque para haver intercurso sexual (e é nesta situação que é proporcionado aos habitantes um pequeno momento de privacidade) é necessário registar determinado indivíduo como seu e ter uma caderneta de “cartões rosa” para poder baixar as cortinas das caixas de vidro habitacionais, e tudo isto apenas durante a hora permitida para o fazer.
Fica assim o gosto para esta distopia, que vale a leitura.

 

Marcos Gomes

 

 

Categoria: Cinema 

Fight Club (1999) 

Realizador: David Fincher  

Classificação do NC: 9/10

 

Foto de Núcleo de Comunicação da AEFFUP (oficial).

Link do trailer: https://www.youtube.com/watch?v=SUXWAEX2jlg

 

Se ainda não viu o "Fight Club", a minha única recomendação é que não o tome apenas como mais um filme, mas que se prenda por completo ao ecrã e viva integralmente a experiência cinematográfica como se fosse a última. Tudo isto por duas simples razões: a primeira, o grande motivo pelo qual o atingiu um impacto tão profundo na audiência, é a discordância que existe em relação à habitual “storyline” de Hollywood – é tudo menos um filme comum, podendo gerar incerteza e confusão que se prolongam durante quase duas horas e meia sem que, em nenhum momento, a expetativa do espetador se concretize no que realmente acontece; a segunda é a grande dose de violência, tanto física como psicológica, que só é compreendida por quem realmente vivencia o filme na sua plenitude, já que esta opera como uma metáfora para que a mensagem seja absorvida mais facilmente. Ao assistir pela primeira vez ao trabalho final, Brad Pitt confessou que não acreditava vir a participar em algum filme como aquele. De facto, trata-se de uma história ímpar e irrepetível, capaz de quebrar paradigmas e produzir uma sensação profunda de liberdade no espetador.

Se já viu "Fight Club", então terá certamente adotado uma das seguintes posições, já que é impossível ficar indiferente: ou o admira incondicionalmente ou o odeia. E se, por um lado, existe uma porção significativa de audiência que pouco ou nada entendeu do filme, o oposto não é plausível: pode ser visto e revisto vezes sem conta sem que a singularidade da experiência se perca. Uma obra intrigante, que descreve o vazio da existência humana e a forma como o consumismo nos transformou em seres sem propósito.

 

João Pedro Almeida

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