Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]




FSI #2

por NCAEFFUP, em 24.10.15

 

FSI.jpg

Entrevista à Professora Doutora Marta Correia da Silva

"(...)quando estão apaixonados, têm muita energia para fazer muita coisa e superam todas as dificuldades. E em investigação é preciso sermos apaixonados."

 12171979_10205594628326484_148648009_o.jpg

Tem um percurso profissional inspirador, uma energia contagiante e uma notória realização profissional. É uma pessoa que dificilmente se acomoda e luta por aquilo em que acredita (mesmo que por vezes até ela própria duvide disso). Todos a conhecemos como sendo a mais recente docente contratada por parte do Laboratório de Química Orgânica e Farmacêutica da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto. No entanto, é apenas do conhecimento de alguns o trabalho de investigação que a Dra. Marta Correia da Silva já realiza na nossa faculdade desde 2004. Na edição deste mês do F.S.I., o NCAEFFUP foi entrevistar a Dra. Marta, para saber um pouco mais acerca do seu trabalho e do seu percurso.

 

Poderia falar-nos de uma forma sucinta acerca da sua formação, do seu perfil enquanto estudante universitária e como ou quando soube que queria fazer investigação?

Todos os meus graus académicos, a licenciatura, o mestrado e o doutoramento, foram obtidos na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto (FFUP). Enquanto estudante da licenciatura fiz parte da AEFFUP (1997/8), fiz parte do Conselho Pedagógico (1998/9) e fiz duas vezes Students Exchange Programme (SEP), um ano em Malta (2000), em Farmácia de Oficina, e outro ano no Brasil (2001), em Farmácia Hospitalar e foi-me dada a oportunidade de trabalhar em investigação no Laboratório de Química Orgânica e Farmacêutica (LQOF), no 4º ano do curso (na altura não havia a UC de Projeto), pela Professora Madalena Pinto, após a realização de uma prova oral de melhoria de nota a Química Farmacêutica, na qual tirei 19 valores. Por isso quando acabei o curso já tinha passado por vários ramos da profissão farmacêutica. Quando acabei o estágio de fim de curso, em 2003, ainda trabalhei na farmácia onde estagiei, mas depressa senti saudades de estudar (acreditem, é possível!) e regressei à faculdade. Nesse ano tentei concorrer a bolsa de Doutoramento mas não consegui, pelo que decidi inscrever-me no Mestrado em Controlo de Qualidade e pagar as propinas dando explicações de Química Orgânica I e II, unidades curriculares para as quais tive desde cedo grande apetência. Melhorei o curriculum e antes mesmo de acabar o mestrado já tinha obtido bolsa de Doutoramento pela Fundação da Ciência e Tecnologia (FCT) para os 4 anos seguintes. O mesmo se sucedeu no final do Doutoramento, em que obtive bolsa de Pós-doutoramento da FCT para continuar a investigação realizada até então, por mais 3 anos. Assim, para vos precisar como ou quando soube que queria fazer investigação, talvez vos possa dizer que foi no final do estágio, em 2003. No entanto penso que muito antes o meu coração se inclinou para o estudo da Química Orgânica e Farmacêutica, senão não me teria submetido a uma prova oral de melhoria de nota (já não estava no meu perfeito juízo! Já era a paixão a falar mais alto!).

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Etiquetas:


FSI #1

por NCAEFFUP, em 24.05.15

FSI.jpg

 

Entrevista ao Professor Doutor Félix Carvalho

“(…) não devem esperar que alguém repare em vocês, têm de ser pró-ativos!”

 

IMG_4537.JPG

 

Recentemente, um trabalho desenvolvido no Laboratório de Toxicologia da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto deu origem a um artigo científico que foi distinguido com uma menção honrosa atribuída pela Sociedade Americana de Toxicologia (SOT). O trabalho, publicado na revista Toxicological Sciences, intitula-se "The mixture of "ecstasy" and its metabolites impairs mitochondrial fusion/fission equilibrium and trafficking in hippocampal neurons, at in vivo relevant concentrations" e tem como primeiro autor Daniel José Barbosa, antigo aluno de doutoramento da FFUP. De forma a saber um pouco mais acerca deste estudo, o NCAEFFUP foi falar com o docente orientador, o Prof. Dr. Félix Carvalho.

 

Para começar, pode explicar-nos porque decidiu enveredar pelo estudo de uma substância como a ecstasy?

Uma boa forma de enquadrar o aparecimento deste trabalho passa por lhes explicar como iniciei a minha carreira de investigação científica, ainda enquanto aluno na FFUP. Há algum tempo atrás, ainda como aluno do 2º ano do curso de Ciências Farmacêuticas, decidi dar os primeiros passos na investigação. Naquela altura percebi que o Professor Doutor Jorge Gonçalves era um dos investigadores com maior proficiência na Faculdade, numa área científica em que identifiquei rapidamente, o Sistema Nervoso Autónomo.

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Etiquetas:





Arquivo NC

  1. 2016
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2015
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D