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Papel Farmacêutico #4

por Luís Fernandes, em 15.10.15

Farmacêutico de Família

 

Esta semana pensei em abordar um tema que se tem batalhado ao longo do tempo por diversos órgãos ligados ao universo farmacêutico que é o conceito de Farmacêutico Clínico (Farmacêutico de Família).Este conceito existe noutras profissões da área da saúde, como na classe médica, mas também muito se tem falado no enfermeiro de família.

O pressuposto anterior é defendido pela Ordem dos Farmacêuticos e assenta na necessidade de um SNS (Serviço Nacional de Saúde) mais próximo e mais acessível aos utentes.

Se pensarem bem, o profissional de saúde mais próximo da população é o Farmacêutico e a formação e conhecimento que este dispõe, faz com que as farmácias sejam unidades de saúde que podem responder de forma eficaz aos mais diversos desafios do quotidiano do utente. Embora o conceito de Farmácia Comunitária, como unidade de saúde tenha vindo a ser desvirtuado, muito por força da adaptação ao mercado cada vez mais exigente, cujo lucro é impossível de descorar. Considero que ainda assim, as Farmácias Comunitárias são unidades de prestação de serviços de saúde que deveriam passar a integrar a rede de cuidados primários do SNS e com isto dar um importante contributo no acompanhamento dos utentes, especialmente os doentes crónicos.

O estatuto de Farmacêutico Clínico, que reiteradamente os profissionais consideram como seu, não é nada mais que uma forma de colocar no papel muito do que já acontece no quotidiano das farmácias espalhadas pelos mais remotos locais do país e poderá ser um ponto de partida para que, no futuro, o Farmacêutico possa de forma legítima intervir na monitorização da doença e na renovação da terapêutica dos doentes crónicos. Renovação que muitos problemas e incómodos tem provocado nos portugueses, pois considero que o recurso a uma unidade de saúde para renovar uma receita médica é sem dúvida um desperdício de recursos.

Os mais críticos da nossa classe (digo nossa, pois como estudante já me sinto como parte integrante da mesma) podem dizer com discursos embelezados que para a renovação da receita médica é necessário uma consulta para avaliar a eficácia da terapêutica. Pois meus caros "doutores" deste país, concordo e subscrevo essa opinião, embora saiba que isso não acontece em inúmeras unidades do SNS, uma vez que não considero que o levantamento das receitas na funcionária da secretária seja uma consulta de avaliação da terapêutica e esta situação consegue se tornar ainda mais ridícula quando temos os especialistas no medicamentos (Farmacêuticos) à disposição da maioria da população sem necessidade de aguardar por uma consulta e como a vossa sabedoria e sanidade creio que poderá confirmar, os Farmacêuticos estão como é óbvio aptos a revalidar a prescrição e a avaliar a eficácia da terapêutica prescrita.

Por fim, aconselho que este tema seja prioritário na agenda dos responsáveis pela saúde portuguesa e espero que o próximo governo que tome posse, seja ele qual for, aproveite para de uma vez por todas, ouvir os Farmacêuticos e colocar a saúde dos portugueses em primeiro lugar.

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Papel Farmacêutico #3

por Luís Fernandes, em 07.10.15

Zé das caixas ou mais amigavelmente chamando o Sr. das caixinhas

 

Se têm seguido as crónicas da Rubrica Papel Farmacêutico devem estar a pensar que deixei de me interessar por escrever sobre o papel do Farmacêutico, ou pior, desisti de tentar pelo meio destas crónicas de dar o meu contributo para enaltecer a profissão Farmacêutica.

Terão de concordar comigo que estaria no meu direito, não é verdade?!

Como cidadão livre que sou, poderia ter-me juntado a muitos outros que desistiram, mesmo que muitos deles não o devessem fazer pelo cargo que ocupam, mas isso são outras histórias, talvez numa próxima crónica escreva sobre esses indivíduos ou talvez não, logo se vê.

A verdade é que nada do que disse acima aconteceu, não desisti, continuo aqui com os discursos chatos ou nem tão chatos a tentar mostrar um pouco da minha opinião sobre vários assuntos ligados ao Farmacêutico e à sua profissão.

Mas falando agora do tema desta crónica, quem é o Zé?! Perguntam vocês. O Zé não é nada mais nada menos que o Manel, o Filipe, o Pedro, a Maria (para não dizerem que não atento nestes textos à igualdade de género) e tantos outros cuja profissão que decidiram desempenhar é a profissão Farmacêutica, mais especificamente a Farmácia Comunitária.

Neste momento não é necessário explicar mais nada, porque com certeza já entenderam o título da crónica. Pois bem, estes são indivíduos que estão atrás do balcão, como o senhor do quiosque da esquina, só que estes estão a vender produtos a que chamam de fármacos e a dizer algumas coisas que até nem se dá muita atenção, pois o carro está mal estacionado e o polícia que estava no cimo da avenida rapidamente se desloca para a proximidade da viatura.

Meus caros, vamos lá ver uma coisa, isto até podia ser tudo verdade, caso andássemos aqui a brincar com a saúde dos Portugueses, como muitos fazem por aí para ver mais uns euros na carteira ao final do mês, recorrendo em greves (atenção, com todo o direito dado que está inscrito na nossa constituição) e outros tipos de artimanhas que a prescrição por DCI (Denominação Comum Internacional) quis acabar, só que as excepções  A,B,C têm vindo a fazer por perdurar.

O Farmacêutico comunitário, ao contrario do que querem fazer passar e do que a maior parte da sociedade desinformada do nosso pais pensa, é um profissional altamente qualificado que dispensa medicamentos, e como especialista nos mesmos, aconselha o utente de forma a que a terapêutica seja a mais indicada para o caso do mesmo.

O papel do Farmacêutico é apoiar o paciente na construção do seu próprio conhecimento e de atitudes com vista ao uso dos seus medicamentos de forma responsável e consciente de todos os riscos/benefícios que os fármacos podem representar. O Farmacêutico orienta o utente para o uso correto dos fármacos que foram prescritos e os que não foram prescritos, tendo como objetivo fucral melhorar os efeitos terapêuticos e diminuir a probabilidade de aparecimento dos indesejados efeitos adversos e toxicidade. Este tem também um papel importante na passagem de informação sobre cuidados de saúde e higiene de modo a prevenir potenciais complicações e doenças e/ou melhorar o estado geral do utente.

Este é apenas um pequeno resumo do que o Sr. Caixinhas, quer dizer, o Dr. Zé da Farmácia tráz de bom para a saúde dos portugueses, e sem dúvida que me sinto à vontade para dizer que é talvez a peça central do puzzle da qualidade de saúde em Portugal e que sem ele o tão complexo puzzle não se poderá completar.

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