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Papel Farmacêutico #2

por Luís Fernandes, em 17.09.15

Carreira Farmacêutica

 

 A profissão farmacêutica tem vindo a tentar adaptar-se às mudanças que têm ocorrido no setor. De forma a formalizar essas mudanças, bem como clarificar perante a sociedade portuguesa e todos os profissionais de saúde, temos lutado pela oficialização da carreira farmacêutica como uma especialidade na área da saúde ao nível do setor público. Quando digo temos, estou-me a referir à presente realidade de alguns dos nossos colegas que já terminaram, mas também e não menos importante à realidade futura que todos nós um dia iremos abraçar. É com desagrado que tenho observado que o setor público não tem sido ao longo dos últimos anos um sector de oportunidades para os Farmacêuticos, como a denotada necessidade destes profissionais no Sistema Nacional de Saúde (SNS) o deveria exigir.

Bem sei as dificuldades que o país atravessa, contudo considero que não é na saúde que se deve poupar, a palavra de ordem a adoptar deveria ser racionalizar e o objetivo máximo acabar com os desperdícios.

Questiona-se muito o que os Farmacêuticos fizeram para ajudar o país neste período complicado, pois é meus caros, foi esta profissão que mais lutou para que, mesmo com fracos recursos, a saúde dos portugueses estivesse sempre em primeiro lugar e não o fator monetário. A maior poupança na saúde dos portugueses foi feita ao nível dos medicamentos. Os Farmacêuticos têm sido os principais impulsionadores da entrada dos medicamentos genéricos no quotidiano dos portugueses, com claras poupanças para os utentes e com a melhor razão eficácia/preço, sendo nós os especialistas no medicamento podemos sem dúvida atestar. Outros exemplos que posso acrescentar são que mesmo em situações de profundas dificuldades das farmácias comunitárias, os farmacêuticos continuam a ser os profissionais que prestam cuidados de saúde e aconselhamento de forma gratuita, sem distinções, quer seja utente do setor público, quer seja do setor privado; Campanhas de troca de seringas continuam pelo país fora, sem que haja qualquer benefício monetário para os farmacêuticos, mas sim para a saúde pública de Portugal.

Voltando ao tema principal e depois de já estarem consciencializados para tudo o que estes profissionais têm feito pelo país, é com agrado que vejo que está em consulta pública um diploma que formaliza a Carreira Farmacêutica e como podem ver num excerto da carta enviada pela Ordem dos Farmacêuticos como contributo para esta matéria, temos inúmeros argumentos a nosso favor: "as características específicas dos farmacêuticos, enquanto profissionais de saúde, e as competências atribuídas pelo Estado à Ordem dos Farmacêuticos justificam, por si só, a individualização da intervenção farmacêutica em carreira própria e distinta, que permita a efectiva autonomia técnica e deontológica e a devida valorização das áreas de intervenção farmacêutica no SNS, conforme constam do Acto Farmacêutico e de regulação pela Ordem, no âmbito da delegação de poderes conferidos pelo Estado, e que estão versados nos Diplomas que se encontram em auscultação pública sobre esta matéria".

Aguardo com algum optimismo a aprovação do diploma e que seja este um importante contributo para o reconhecimento dos Farmacêuticos e do seu papel.

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