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Magazine Cultural #13

por NCAEFFUP, em 23.03.16

 

Categoria: Literatura
Cem Anos de Solidão – Gabriel Garcia Márquez (1967)
Classificação do NC: 9/10

 

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Haverá melhor forma de enaltecer o resplendor de uma obra do que sentir a sua perpetuidade obstinada à passagem do tempo? Transposta a linha do cinquentenário destas páginas, atiradas ao vento no decorrer do ‘boom’ latino-americano, convertidas - como no realismo mágico das suas linhas - em ave transponível e soberana, símbolo máximo da literatura colombiana, e eternizadas a manto dourado no Nobel de 82, a história das setes gerações dos Buendía, encetada na noite da travessia de Riohacha, onde José Arcadio sonhou que se levantaria Macondo, “la cuidad de los espejos”, ainda no tempo em que “o mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para as mencionar havia que apontá-las com o dedo”, sobrevive à “millenial generation”, mantendo-se como uma das mais poderosas e cativantes narrativas de sempre, traduzida em trinta e sete línguas e com mais de trinta milhões de cópias vendidas. No sossego das estalidas invernosas da madeira ou na toalha de praia com o aroma deleitante do oceano, em português, inglês ou espanhol, este livro não deve apenas ser lido – deve ser saboreado, com curiosidade e solicitude quanto baste, pois cada página sua é um veio de conhecimento e cada relato uma lição. Como disse outrora Márquez, evocado no momento da sua morte por Obama como um dos maiores e mais visionários escritores que o planeta já conheceu, “el escritor escribe su libro para explicarse a sí mismo lo que no se puede explicar”.

 

João Pedro Almeida

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