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Crónica #4

por Samuel Oliveira, em 28.09.15

Tenho observado que, pela nossa faculdade, a questão dos refugiados tem sido assunto de diálogo e que muitos estudantes desconhecem o fundamento do conflito na Síria e difundem a propaganda desfavorável à chegada de refugiados à Europa. No seguimento da Titulação de Ideias de ontem, com o objetivo de clarificar e desconstruir algumas das questões mais frequentes, recolhi alguns tópicos que me parecem relevantes:

REFUGIADOS RECUSARAM AJUDA DA CRUZ VERMELHA POR MOTIVOS RELIGOSOS

“O próprio autor das filmagens já veio opor-se à interpretação feita por guerreiros do teclado de que a recusa tinha por base motivos religiosos. Este relata que os refugiados tinham passado três dias em terra de ninguém na fronteira entre a Macedónia e Grécia. Á hora da filmagem, haviam passado duas horas debaixo de chuva torrencial sem que a polícia Macedónia permitisse a passagem. Quando a Cruz Vermelha trouxe comida e água, os refugiados recusaram como forma de resistência passiva. Este relato também foi confirmado pela Cruz Vermelha, que diz que em situações normais, as ajudas são aceites sem problemas.”

ENTRE OS REFUGIADOS ESTÃO TERRORISTAS INFILTRADOS

“Esta teoria baseia-se nas declarações de um dos governos Líbios (lembrando que de momento a Líbia é um Estado falhado que está dividido em dois governos em conflito, cortesia da NATO, o que exacerba o problema dos refugiados), assim como de outros governos regionais como o Egípcio e Tunísio - todos eles governos com interesse em receber mais apoios para as suas lutas locais contra elementos islamitas e portanto com tendências imaginativas no que toca a perigos de segurança. Este artigo da BBC http://bbc.in/1K1LmQN é particularmente elucidativo da fiabilidade deste mito, ao relatar que os militantes do ISIS se misturam com os refugiados, e uns parágrafos abaixo indicar que estes afinal não se misturam com os refugiados.

Este argumento também revela profunda ignorância sobre as origens dos refugiados. A Síria era um estado secular em que 28% da população era de outras denominações que não muçulmana sunita http://bit.ly/1i7M7xm e fogem à destruição causada pelos selvagens da ISIS.”

DEFENDEM OS REFUGIADOS MAS NÃO DEFENDEM X E Y

“Também se tornou moda partilhar posts miserabilistas que criam uma falsa escolha entre ajudar refugiados e ajudar portugueses que caíram na desgraça com a crise. Muitos destes posts são veiculados por fontes de extrema-direita que pretendem criar a ideia de que há que escolher entre os “nossos” e os “outros” e que quem não ajuda os nacionais também não tem direito a falar em ajudar os estrangeiros. Isto ignora o facto de que muitas vezes as mesmas pessoas que procuram ajudar os refugiados também lutam longa e arduamente por ajudar todos os portugueses em dificuldades, sendo aliás essa a norma e não a excepção.”

PORQUE TEMOS DE RECEBER REFUGIADOS QUANDO PAÍS X E Y NÃO O FAZEM?

“Se estamos a falar dos países ricos do Golfo (Arábia Saudita, Qatar, etc.), a resposta é simples: são eles que pagam as contas do ISIS para que ataquem Estados que se lhes opõem na região.”

Poderás ler o artigo completo em: guilhotina.info

A Europa investe largos milhares de euros na construção de muros e no patrulhamento e controlo das suas fronteiras. Para além disso, promove a guerra na Síria ao fornecer armamento e ao financiar o ISIS através da compra de petróleo proveniente de zonas ocupadas por estes extremistas islâmicos.

Se é importante ter uma opinião, é igualmente essencial que esta seja fundamentada!

 

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TITULAÇÃO DE IDEIAS - REFUGIADOS #3

por Carlos Sá, em 24.09.15

Não há como fugir. Os refugiados estão na ordem do dia. Vêm de várias zonas do médio oriente. Inicialmente da Síria por causa de uma guerra que se prolonga há mais de quatro anos e agora do Afeganistão e Iraque para fugir ao Estado Islâmico.

Assisti desde o início a comentários e opiniões que abundam, seja na televisão, seja nas redes sociais, sobre este assunto. Não posso deixar de mencionar a xenofobia que reina principalmente nas redes sociais.

Em primeiro lugar é preciso diferenciar o que é Islão do que é terrorismo. O Islão é das religiões mais tolerantes do mundo. Bem mais do que a religião católica como a história nos ensinou imensas vezes. Lembro que na invasão da Península Ibérica o Califado Islâmico foi extremamente receptivo à nossa cultura e à nossa religião, havendo portanto liberdade religiosa e cultural. Podemos agora pensar que isso já foi há muitos anos. Então como explicamos que estátuas milenares ligadas ao cristianismo, que foram recentemente destruídas pelo Estado Islâmico tenham sobrevivido mais de 3000 anos em cidades cujas populações são esmagadoramente muçulmanas e praticantes do Islão? Aliás o Alcorão é claro no que toca à exigência da tolerância religiosa.

Feita esta divisão entre Islão e terrorismo, vamos situar Portugal neste contexto. Que país somos nós? Um país de emigrantes. O que aconteceu durante o Estado Novo a milhares de portugueses, que fugiam clandestinamente do nosso país para fugir à repressão ou à miséria é um desses exemplos. Mais recentemente a emigração de jovens em massa à procura de um futuro melhor é mais uma constatação desse facto.

Muitas notícias mal-intencionadas e com objectivos muito concretos, têm fomentado a xenofobia, o medo e a não-aceitação por parte de alguns portugueses dos refugiados dentro das nossas portas. Se é verdade que grupos de maioria islâmica pediram para que a cruz da bandeira da Suíça fosse retirada da mesma? É verdade. Mas também é verdade que a mesma proposta já tinha sido apresentada pelos partidos de esquerda deste país. Porque não se noticiou isso na altura?

Outra mentira que circula pelas redes sociais é que os refugiados têm rejeitado comida e água da Cruz Vermelha. É mentira. A mesma notícia foi rapidamente desmentida por elementos da instituição, porém esse contraditório não foi notícia. Porque será?

Quanto às afirmações de que os refugiados nos tentarão subjugar à sua cultura e religião, ela cai imediatamente por terra, já que em Portugal existe uma enorme comunidade islâmica e todos temos sabido viver com a multiculturalidade. Será bom também não esquecer que em Portugal, o ano passado, morreram 40 mulheres vítimas de violência doméstica e que atentados terroristas, como o protagonizado por Anders Breivik, também têm origem em europeus.

Não podemos negar o extremismo e os seus perigos, mas não podemos confundir uma parte com o todo. A Europa tem conseguido, principalmente depois dos atentados de Londres e Madrid, lidar com o terrorismo e são inúmeros os exemplos que encontramos desse facto com uma pequena pesquisa na internet.

As propagandas anti-refugiados tem apenas um propósito ideológico que a história já nos ensinou e que, com certeza, nenhum de nós o quer vivenciar.

 

 

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Magazine Cultural #4

por NCAEFFUP, em 23.09.15

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Categoria: Música

Beirut – No No No (2015)

Classificação do NC: 7/10

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“E assim se reinventa a music folk na américa”. Foi o que eu pensei mal acabei de ouvir este álbum. Há quase 10 anos quando todo o boom das bandas com fusão de orquestra folk começou a ser ouvido, todos as receberam de braços abertos, cientes de que todos precisamos de um pouco de nostalgia e de tom sépia nas nossas vidas. Após músicas como “Elephant Gun” e “Nantes”, esses hinos politicamente corretos e deliciosos para as nossas vidas, surge-nos este No No No, que à primeira audição nos deixa com uma pequena sensação de vazio auditivo. Os arranjos musicais a que os Beirut submeteram as suas composições para que houvesse o fitting para a orquestra folk evoluiu em todos os seus trabalhos, sendo que neste último adquire um minimalismo sublime, sem exagero no recurso aos metais e aos coros histriónicos que por vezes encontrávamos nas suas músicas. Aqui está dado o primeiro passo para o distanciamento dos Neutral Milk Hotel, que claramente são uma influência desta banda.

Aqui temos a prova de que a música evolui e que os Beirut também o sabem fazer.

 

Marcos Gomes

 

 

Categoria: Literatura

“O Malhadinhas” de Aquilino Ribeiro

Classificação do NC: 9/10

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O aclamado “O Malhadinhas” que integra a obra de Aquilino Ribeiro é um conto dividido em dez capítulos que se desenvolve em torno do ofício de um almocreve nascido em terras de Viseu que, no final dos seus dias, relata as façanhas dos seus dias de estrada. Sob a forma de monólogo, nem sempre de leitura acessível, ficam satisfeitos os desígnios do autor – eternizar os costumes e expressões idiomáticas da Beira Alta – através da narração do quotidiano de um mero viajante, de seu nome António Malhadinhas, natural de Barrelas.

Malhadinhas é um serrano astuto e manhoso que nunca hesita usar a “faca afiada e leveira” que traz sempre consigo. Para emendar o que entende por injusto, entre navalhadas e golpes de pau, feiras e romarias, tabernas e copos, Malhadinhas presenteia-nos com uma sequência de circunstâncias grotescas que retratam um “Portugal que morreu”.

Para que desfrutes ao máximo do livro, recomendo que utilizes qualquer um dos glossários de regionalismos disponíveis online. Muito recomendado. Um clássico intemporal.

 

Samuel Oliveira

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MATRAZ ENTORNADO #3

por Ana Oliveira, em 21.09.15

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 Back to the Future FFUP

 

A partir do próximo ano letivo, o ingresso no curso de Ciências Farmacêuticas na FFUP vai obrigar ao cumprimento de um novo pré-requisito por parte dos candidatos. De momento estes apenas estavam sujeitos ao pré-requisito do Grupo B-Comunicação Interpessoal, no entanto, uma vez que a necessidade aguça o engenho, será criado um novo grupo de pré-requisitos, o grupo W – Capacidade de Bipartição.

A  criação deste pré-requisito surgiu aquando do concurso de horários. Quem conhece o sigarra sabe perfeitamente que é uma plataforma que anda de tal forma à frente no tempo que por vezes é difícil apanhá-lo (a funcionar). Numa das viagens do sigarra ao século XXIII, este regressou programado para aceitar a omnipresença como uma capacidade normal do ser humano. Assim, a existência de alunos com duas aulas precisamente no mesmo dia da semana e à mesma hora passaram a ser vistas por ele como uma das maravilhas da evolução e da multiplicação das espécies. Nós, comuns mortais do século XXI e pessoas da ciência, sabemos perfeitamente que a omnipresença é ainda impossível nos nossos dias. Este facto explica o porquê dos alunos com aulas sobrepostas desencadearem tamanha turbulência interna capaz de levar a uma sobrecarga da linha telefónica do Serviço de Gestão Académica e Expediente em pleno mês de Agosto. Está relatada também, por volta da mesma altura, uma chuva de notificações nos grupos de facebook dos variados anos curriculares com o típico “Alguém da turma x quer trocar para a turma y?”.

Acontece que na Faculdade de Farmácia da UP a utilização de culturas celulares é uma prática mais que comum. Por este motivo, pensou-se que seria conveniente que apenas ingressassem no MICF estudantes que, tal como células, tivessem a capacidade de se dividir e dar origem a dois organismos geneticamente idênticos. Imaginemos que a Maria é uma das novas alunas que cumpre este pré-requisito. Pois a verdade é que a Maria passaria a poder ir à aula teórica obrigatória de Biomatrizes às 11h na quarta-feira e  também passaria a poder ir à aula de prática de Farmácia Industrial às 11h, surpreendam-se, na quarta-feira. Para além disso, a capacidade de bipartição iria agilizar o funcionamento do bar: enquanto a Maria estava na fila para comprar a senha, a Maria já poderia estar no bar pronta para receber a sandes de delícias e, entretanto, a Maria já estava a arranjar lugar para almoçar. Uma vez farmacêutica, a Maria seria capaz de ir buscar o paracetamol à gaveta do P e, em simultâneo, o ibuprofeno à gaveta do I, tornando o atendimento muito mais rápido. Com a criação deste tipo de pré-requisito prevê-se um aumento exponencial da taxa de empregabilidade do curso de Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto: qual seria a indústria farmacêutica que não iria querer contratar uma Maria Farmacêutica com capacidade para monitorizar o processo de fabrico de comprimidos revestidos e, em simultâneo, fazer controlo do produto acabado?

Para mais informações, contactem-nos, mas um de cada vez.

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Papel Farmacêutico #2

por Luís Fernandes, em 17.09.15

Carreira Farmacêutica

 

 A profissão farmacêutica tem vindo a tentar adaptar-se às mudanças que têm ocorrido no setor. De forma a formalizar essas mudanças, bem como clarificar perante a sociedade portuguesa e todos os profissionais de saúde, temos lutado pela oficialização da carreira farmacêutica como uma especialidade na área da saúde ao nível do setor público. Quando digo temos, estou-me a referir à presente realidade de alguns dos nossos colegas que já terminaram, mas também e não menos importante à realidade futura que todos nós um dia iremos abraçar. É com desagrado que tenho observado que o setor público não tem sido ao longo dos últimos anos um sector de oportunidades para os Farmacêuticos, como a denotada necessidade destes profissionais no Sistema Nacional de Saúde (SNS) o deveria exigir.

Bem sei as dificuldades que o país atravessa, contudo considero que não é na saúde que se deve poupar, a palavra de ordem a adoptar deveria ser racionalizar e o objetivo máximo acabar com os desperdícios.

Questiona-se muito o que os Farmacêuticos fizeram para ajudar o país neste período complicado, pois é meus caros, foi esta profissão que mais lutou para que, mesmo com fracos recursos, a saúde dos portugueses estivesse sempre em primeiro lugar e não o fator monetário. A maior poupança na saúde dos portugueses foi feita ao nível dos medicamentos. Os Farmacêuticos têm sido os principais impulsionadores da entrada dos medicamentos genéricos no quotidiano dos portugueses, com claras poupanças para os utentes e com a melhor razão eficácia/preço, sendo nós os especialistas no medicamento podemos sem dúvida atestar. Outros exemplos que posso acrescentar são que mesmo em situações de profundas dificuldades das farmácias comunitárias, os farmacêuticos continuam a ser os profissionais que prestam cuidados de saúde e aconselhamento de forma gratuita, sem distinções, quer seja utente do setor público, quer seja do setor privado; Campanhas de troca de seringas continuam pelo país fora, sem que haja qualquer benefício monetário para os farmacêuticos, mas sim para a saúde pública de Portugal.

Voltando ao tema principal e depois de já estarem consciencializados para tudo o que estes profissionais têm feito pelo país, é com agrado que vejo que está em consulta pública um diploma que formaliza a Carreira Farmacêutica e como podem ver num excerto da carta enviada pela Ordem dos Farmacêuticos como contributo para esta matéria, temos inúmeros argumentos a nosso favor: "as características específicas dos farmacêuticos, enquanto profissionais de saúde, e as competências atribuídas pelo Estado à Ordem dos Farmacêuticos justificam, por si só, a individualização da intervenção farmacêutica em carreira própria e distinta, que permita a efectiva autonomia técnica e deontológica e a devida valorização das áreas de intervenção farmacêutica no SNS, conforme constam do Acto Farmacêutico e de regulação pela Ordem, no âmbito da delegação de poderes conferidos pelo Estado, e que estão versados nos Diplomas que se encontram em auscultação pública sobre esta matéria".

Aguardo com algum optimismo a aprovação do diploma e que seja este um importante contributo para o reconhecimento dos Farmacêuticos e do seu papel.

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Matraz Entornado #2

por Diana Reis da Cunha, em 14.09.15

Run, Forrest, Run!

 

Cá vamos nós outra vez. Ainda ontem os marcadores fluorescentes eram a única fonte de cor dos nossos dias e já estamos de volta. E depois deles, as férias de verão fizeram uma competição com o Usain Bolt, mal as vimos passar. Mas há que ver sempre o lado positivo. Confessem lá, já tinham saudades de estar duas horas na secretaria inundada de caloiros com ar perdido só para ter um carimbo num papel, 10 minutos a espera de um elevador  e 40 minutos na fila do bar. Afinal, as teorias de alguns de que tirar um curso é uma perda de tempo até têm um fundo de verdade, não são é argumentadas da melhor forma. Um mestre das teorias da conspiração diria que nada disto é aleatório, tem o propósito de nos habituar aos tempos de espera. Quem nunca disse mal da sua vida depois de encontrar os malfadados tempos de espera no meio daquele protocolo pequenino que já estava a sugerir que a aula ia acabar mais cedo? Isso é mesmo chato, principalmente se for na última aula do dia.

Bem, para todos aqueles que estão a sofrer de "depressão pós-férias", aproveitam a época de festas que se avizinha para curá-la. Mas cuidado com as aulas a que decidem aparecer na manhã seguinte. Um pequeno descuido e... está o matraz entornado!

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Magazine Cultural #3

por Diana Reis da Cunha, em 04.09.15

Categoria: Literatura

A Ilha de Victoria Hislop

Editora: Civilização

Classificação do NC: 8/10

 

Durante toda a sua adolescência, Alexis questionou-se sobre a família da sua mãe, sem nunca ter obtido respostas. Quando decide viajar para a Grécia em busca das suas origens, ficou surpreendida com a atitude da mãe, que lhe aconselhou a visitar a aldeia de Pláka, em Creta, e a procurar Fontini, uma velha amiga que lhe contaria toda a história dos seus antepassados. 

Antes deste encontro a jovem visitou a ilha de Spinalónga, atualmente deserta mas que outrora fora uma colónia de leprosos. O que ela nunca poderia imaginar é que a história que lhe seria narrada em seguida estava tão interligada com aquela ilha.

Recomendo este livro por se tratar de uma obra invulgar, forte, que aborda profundamente uma doença ainda muito presente no século XXI, quebra estigmas sociais que ainda possam existir e retrata personagens verdadeiramente inspiradoras e apaixonantes.

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