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Diário Abroad #1 - World Health Assembly

por NCAEFFUP, em 30.05.15

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 Diário Abroad

 

WORLD HEALTH ASSEMBLY

 

A World Health Assembly, a Assembleia Geral da Organização Mundial de Saúde, decorre todos os anos em Genebra, no Palácio das Nações, sede das Nações Unidas. Este ano teve lugar de dia 18 a 26 de Maio de 2015.
É um evento de cariz mundial no qual participam Delegações Oficiais de todos os Estados Membros da OMS.

A Assembleia Geral da OMS é o órgão máximo de tomada de decisão da OMS. A sua função é supervisionar assuntos financeiros, determinar as políticas da organização, eleger o Director-Geral, Presidente e outros membros, consoante as edições, e discutir uma agenda de Saúde Pública preparada pelo Comité Executivo. Este ano, as temáticas mais focadas foram as resistências aos antimicrobianos e o acesso aos medicamentos.

Alguns estudantes, originários dos vários cantos do Mundo, podem também marcar presença como participantes, representando a International Pharmaceutical Students' Federation na qualidade de Delegados. Para isso, os interessados tiveram que se candidatar até ao início do mês de Dezembro, apresentando curriculum vitae e formulário de candidatura redigidos, naturalmente, em Inglês. As pessoas, seleccionadas pela Chairperson of Public Health e Public Health Advocacy Coordinator, teriam, assim, a oportunidade de representar os estudantes de Farmácia num dos maiores eventos de Saúde Pública de todo o Mundo.
A sua preparação começa alguns meses antes do evento, de forma a terem em mente as notícias mais relevantes relacionadas com a área e a perceberem mais profundamente os temas que serão discutidos.

Trata-se de um evento bastante dinâmico, com várias actividades a decorrer em paralelo. Durante a Assembleia, ocorre um plenário, dividido em dois committees (A e B), que funcionam em simultâneo em salas distintas, bem como vários side events. Além disso, dada toda a concentração de entidades e personalidades relevantes na área da Saúde Pública internacional, é, sem dúvida, um ambiente ímpar de networking.
Em último lugar, gostaríamos de frisar que, nesta edição, de 30 Delegados da IPSF dos 5 continentes, 5 eram Portugueses. Deixamos, assim, um apelo aos nossos estudantes para participarem neste evento e contribuírem para que o nosso País continue com uma boa representação.

 

Cláudia Meneses e Ivan Ramos

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Crónicas #2

por Carolina Pires, em 29.05.15

Não faz muito tempo hoje que por esta hora estava sentada no cinema à espera do início do filme “Capitão Falcão”. Para quem não sabe, este filme descreve a história de um super-herói Português ao serviço do Estado Novo. No meu pensamento, apenas mais um filme de comédia. Expectativas? Poucas… as possíveis para um filme português! Se percebi as piadas? Confesso que não… Mas durante o filme aprendi duas lições: valorizar o que é português e “pesquisar”.

Numa época em que muitos dos nossos conhecimentos se baseiam na capacidade de pesquisa no Google, sobressaem aqueles que são considerados “cultos” e sabem um pouco de tudo, não limitando o seu conhecimento à área de estudo. Digo isto tendo sempre a palavra “política” em mente. A verdade é que nada sei sobre isso… mas de facto, é isso que torna o assunto mais interessante. Mas quantos saberão? Quantos conhecem as medidas políticas tomadas no período do Estado Novo, a definição de fascismo ou capitalismo? Quem pode dizer que conhece a verdadeira razão da atual crise? Não sabendo isto, é indecente criticar pessoas na presidência ou opinar sobre o perdão da dívida à Grécia…

Uma breve pesquisa na Internet abre-nos páginas e páginas de conhecimentos sobre o tema… falta a curiosidade! Por isso… abram um novo separador e pesquisem.

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LARGAS À LENTE

por Marcos Teixeira, em 28.05.15

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 "Miroir"  - por Rita Martins

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A saúde em Portugal ao contrário de muitos países é uma realidade, ainda que, apesar de se dizer universal, o ser cada vez menos.

 

Para lá da realidade, a saúde em Portugal é também uma guerra. Uma guerra que divide três classes profissionais que lucrariam imenso em se juntarem com um objectivo comum: o bem-estar do utente/doente.

O bem-estar dos utentes/doentes é, ao que parece, cada vez menos uma prioridade apesar desses profissionais passarem quatro, cinco ou seis anos a estudarem tendo o utente/doente como foco. Não deixa de ser curioso que as várias classes envolvidas façam propostas que, segundo eles, visam melhorar os cuidados aos doentes, mas que no fundo pretendem apenas fazer a classe lucrar, ou ter mais um “tacho” aqui ou ali. As pessoas? Essas ficam atrás dos cifrões e debaixo dos pés daqueles que combatem por mais um “tacho”.

 

Enfermeiros, Farmacêuticos e Médicos são profissionais que valem por si só. Cada um tem um trabalho diferenciado e que mais ninguém pode fazer.

 

Compreendo que os tempos não são fáceis e que a taxa de desemprego seja elevada para os Enfermeiros, mas nunca vou compreender que profissionais sem conhecimento para tal, queiram receitar. Pior, não consigo compreender como se faz disto uma bandeira de uma Ordem, quando a principal preocupação devia ser as “colónias de cogumelos” que por esse país fora dão à “luz” todos os anos milhares de Enfermeiros, ou o facto de haver em média um Enfermeiro para dez doentes, quando o recomendado é um Enfermeiro no máximo para cinco doentes. Com certeza que a profissão ganharia mais em olhar para dentro do que piscar um olho aos vizinhos do lado.

 

Os Farmacêuticos caíram há pouco tempo na dura realidade que outros profissionais já vinham experienciando. O drama do desemprego ou dos contratos precários de trabalho. A par disso, junta-se as dificuldades e o fim de muitas “ galinhas de ouro”. É óbvio que há muitas causas para o principal motor de empregabilidade dos Farmacêuticos ter emperrado mas não deixa de ser óbvio também que durante anos e anos se esbanjou as fortes competências dos Farmacêuticos, em prol dos lucros. Não devem ser os doentes a pagar essa fatura como se quer fazer. Um conselho é algo inerente ao Farmacêutico, ao Médico e ao Enfermeiro. Tentar cobrar esse ato com o argumento (que a maioria usa) de que X profissional leva Y só para ver um exame, é um disparate e é até desprestigiante. E as pessoas onde ficam no meio disto?

 

Os Médicos caminham a passos largos para a situação actual dos Farmacêuticos. Prevê-se que cerca de duzentos alunos do Mestrado Integrado em Medicina não tenham vaga no acesso à especialidade no próximo ano. O aumento dos médicos tarefeiros é também uma realidade. Numa tentativa desesperada de remediar o que aí vem, a Ordem dos Médicos tem tido uma conduta lamentável tanto para com os Enfermeiros como para os Farmacêuticos. É a Triagem de Manchester que supostamente os Enfermeiros deixaram de saber fazer, descobrindo afinal, ao fim destes anos todos, que os Médicos são os únicos capazes de fazer uma triagem sem erros. São as farmácias que enganam os utentes. São os Farmacêuticos que sendo por natureza o profissional do medicamento, não devem receitar.

 

A única “guerra” verdadeiramente legítima é a da prescrição e sobre se, devem ou não os Farmacêuticos prescreverem. É verdadeiramente a única “guerra” interclasses que faz sentido e a única que sendo viabilizada poderia melhorar a saúde em Portugal e a qualidade dos cuidados prestados aos utentes/doentes.

 

E que bom seria que sobre as três classes descesse uma boa dose de clarividência que os fizesse compreender que o Enfermeiro cuida, o Médico diagnostica e o Farmacêutico prescreve, ainda que para isso devessem haver algumas alterações no plano curricular do M.I.C.F. Ganharia a saúde, os portugueses e Portugal.

 

 

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Magazine Cultural #2

por NCAEFFUP, em 28.05.15

 

Categoria: Cinema

Boyhood (2014)
Realizador: Richard Linklater
Classificação do NC: 6/10

 

 

Várias vezes me questionei sobre o motivo pelo qual não se fazem filmes sobre a vida "normal" das pessoas. Porque temos sempre de acompanhar feitos extraordinários, grandes provações, a luta da resiliência? Quando vi Boyhood (2014), entendi o porquê: porque seria tremendamente aborrecido.

Não me interpretem mal. A história de vida dos protagonistas é complicada, contudo (e infelizmente) muito comum. Nenhuma das personagens se revela especialmente carismática, embora seja interessante acompanhar o crescimento de cada uma (algo excecionalmente bem conseguido neste filme, por terem sido utilizados sempre os mesmos atores). O que mais me dececionou foi não ter conseguido retirar do filme momentos inspiradores ou qualquer tipo de ensinamento - depois de presenciarmos bastantes adversidades, seria algo a esperar -, para além do impacto que uma simples observação da mãe teve no canalizador, que me deixou bastante comovida e me fez sentir necessidade de redobrar a minha simpatia com desconhecidos. A meu ver, o filme peca (e, em simultâneo, ganha) pela falta de um guião.

Entrei na sala de cinema com expectativas demasiado elevadas. Apesar de tudo, fiquei com a sensação de ter visto algo muito especial. É inédito ver as crianças a crescer e os adultos a envelhecer, tudo no mesmo filme e tão real. Vale a pena ver, sempre com a ideia de que vão presenciar algo bastante diferente do filme comum.

 

Catarina Monteiro Alves

 

 

Categoria: Teatro

Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua (2015)

 

 

O Imaginarius – Festival Internacional de Teatro de Rua é, a par da Viagem Medieval, o evento cultural de maior importância realizado em Santa de Maria da Feira e decorreu no presente mês, durante os dias 22 e 23.

O Festival assumiu a sua 15ª edição, contando com 250 artistas, de 19 nacionalidades, que transformaram o centro histórico da cidade num autêntico cenário andante e encheram de agitação locais como a Praça da República, a Praça Gaspar Moreira, a rua Dr. Roberto Alves, o Mercado Municipal e o Rossio, entre outros. Foram dois dias repletos de entusiasmo, revelações inesperadas e interpretações surpreendentes.

A principal atração foi apresentada pela companhia “Voalá” com o espetáculo “Muaré” que ocupou o céu do Imaginarius de sensações, cor e confettis, enquanto, com os pés assentes no chão, o grupo encarregue da musicalidade acompanhava a panorâmica aérea, num tom enérgico e psicadélico capaz de levar ao rubro diversos dos espectadores.

De salientar a prestação de Rui Paixão, da companhia feirense recentemente criada “Cão à Chuva”, com a performance “Lullaby” concebida especialmente para ser exibida nesta edição do Imaginarius. Um projeto de clown e teatro físico, num ambiente dinâmico e bastante interativo que foi, na minha opinião, o melhor momento de todo o Festival.

Para quem, como eu, se considera um consumidor compulsivo do reportório do Imaginarius, resta a saudade do tempo em que o Festival compreendia três dias com programação distinta, onde múltiplas companhias estrangeiras optavam por concretizar a sua estreia mundial. Contudo, como garantir presença no Imaginarius já é da praxe: esperando ansiosamente pela edição do próximo ano!

 

Samuel Oliveira

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Banha da Cobra #29

por NCAEFFUP, em 25.05.15

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A Cobra, a da banha, manda cumprimentos, uma selfie e uma água de coco para os colegas que ficaram por terras lusas.

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MATRAZ ENTORNADO #1

por Ana Oliveira, em 25.05.15

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Brace yourselves “a época dos marcadores fluorescentes” is coming!

 

Vem aí Junho, finalmente faz bom tempo! Os pavões começam a ser um elemento habitual da paisagem no Complexo FFUP/ICBAS, para além disso podemos estar tranquilamente nas instalações da nossa mui nobre faculdade sem aquele receio de que nos caia uma pinga na testa a qualquer momento e as filas dos micro-ondas diminuem ligeiramente com a chegada das saladas frias. A acompanhar esta panóplia de bons acontecimentos, com a chegada de Junho chega também um evento sazonal que, de forma a não gerar ansiedade em pessoas mais sensíveis, chamar-lhe-emos “época dos marcadores fluorescentes”. Os primeiros sinais e sintomas do início desta época sentem-se algumas semanas antes da sua instalação. Estes passam por um prurido irremediável, que ocorre quando se chega à sala de estudo à hora do costume e já não se consegue arranjar nem meio centímetro quadrado de mesa para pousar um polegar. O prurido poderá ser acompanhado de alguma taquicardia sempre que se entra na biblioteca e o simples movimento de pés habitual, vulgarmente chamado de “caminhar, andar ou percorrer”, é o suficiente para despoletar um convicto e imediato “xiiiiiiiiiiiuuuuuuuuuuu!”. Para a maioria dos estudantes, à manifestação destes sintomas, a primeira coisa que lhes ocorre é pegar numa folha de rascunho e começar a fazer um plano de organização do “uso de marcadores fluorescentes”. Associado à elaboração deste plano, está reportado que 78 em cada 109 casos se queixam de uma sensação chamada de “devia ter ido às aulas teóricas”.

 

Entre as corridas ao lugar na biblioteca e as estafetas de passagem de apontamentos, cria-se na FFUP um ambiente melhor que as Ilhas Galápagos para o estudo da seleção natural. Quando se dá por ela, a “época dos marcadores fluorescentes” já começou e 109 em cada 109 estudantes está-se a queixar que, porventura, terá sido demasiado ambicioso quando achou que 7 horas de sono, 2 horas para refeições e 2 horas de pausas de “uso de marcadores fluorescentes” seriam o mais indicado na elaboração do seu plano inicial. É aqui que surge uma espécie de triatlo, quais jogos olímpicos, que começa com uma prova de salto da cama às 7h da manhã, seguida de corrida até à máquina de café e que acaba com uma “marcha com essa matéria toda o mais rápido possível que o exame é já amanhã!”.

 

Esta época tem o efeito do solstício do Verão até no Inverno: dias grandes e noites pequenas. No ontem fica o sentimento de culpa por não ter “usado marcadores fluorescentes suficientes”, no hoje um ponto de saturação tal que daria para formar cristais sem recorrer sequer à vareta de vidro, e no amanhã uma esperança imensa do rendimento ser maior. É uma época bonita, esta dos “marcadores fluorescentes”, uns despacham-na no tempo previsto, outros são despachados por ela.

 

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